Vida que segue!

Faz quase oito meses que não escrevo aqui. OITO MESES! O que eu estava esperando? Nascer?? Eu sempre disse que acharia a periodicidade uma coisa complicada… E foi. Alguém duvida? Bom, o que importa é que cá estou eu de novo.

Nesse tempo, claro, aconteceu coisa pra dedéu. Sério. Aconteceu mesmo. Sem preguiça – vide o tamanho do texto. E à medida que as mudanças vinham, essa conversa acontecia:

– Hey! Registre isso em um blog!

– Ah… Sabe que até tenho um…?

– Então escreva, oras!!

#OPS

E o tempo foi passando, afinal de contas, é isso que ele faz, e quanto mais passa, mais difícil fica retomar a escrever, sabia? É tanta coisa! Vou falar sobre o quê? (Uma outra coisa complicada). Até que vejo este post no Facebook da minha amiga, anjinha, dindinha Ma, assim como este texto, porque ela é chique e também tem coluna em site, que funcionaram como um estalo para mim.

Texto 5 (1)

Ma, Gu (marido) e eu. Ela é porreta! Cuida de mim à distância, pelo WhatsApp, internet e de vez em quando faz visita surpresa. Ali tem fé, viu?

Olha, não quero dizer que isso seja a regra, porque a gente bem conhece aquela máxima transpiração X inspiração… Mas talvez agora as coisas tenham se acalmado, se definido um pouco mais e eu consegui começar a escrever.

Pode ser que estes posts dela tenham me inspirado, pode ter sido a maresia de Fortaleza (Sim!! Estou em Fortaleza e isso é só o começo…!!) ou ainda porque hoje eu finalmente acordei me sentindo melhor, depois aí de quatro dias de muita febre e dor no corpo (não, mãezinha, eu não te contei para você não ficar mais preocupada. Tomei dipirona direitinho, tá?).

O fato é: depois das férias de janeiro, lá pelo dia 12, quando voltei de Bertioga (quando CONSEGUI voltar de lá, porque depois de OITO HORAS no trânsito, indo de ônibus para São Paulo, eu ainda estava em Mogi! Daí depois do pedágio, quase morta de tão tonta, pressão lá no pé, o SAMU foi me pegar e me levou pra UPA de Itaquaquecetuba…!! Foi um peleio que só por Deus e um gole de pinga – mãezinha, você também não sabia disso, desculpa). Enfim!! Foco.

Retomando… As últimas aulas do teatro voltaram dia 12 (juro que ainda vou falar dele), eu continuava sem um emprego fixo, o seguro desemprego acabaria em fevereiro, eu já tinha entrado na minha reserva e meu relacionamento estava com algumas dificuldades… Tava fácil a vida!

Comecei a procurar emprego… Mas onde, no mundo corporativo de novo? Sim. =( E eu só conseguia pensar “Caramba! Dei tanta volta pra cair no mesmo lugar?? O que eu vou fazer??? O que eu estou fazendo???? Onde mais posso procurar emprego????? Eu sei que isso não me faz feliz… Poxaaa!!!” Mas como tudo, até a crise do país tem seu lado bom, e eu não fui chamada para entrevista alguma. hehehehe E não, não acredito em acaso.

Fevereiro chegou e com isso o fim do curso de teatro. Pronto. Agora eu tinha um papel que me dizia que eu era técnica em arte dramática, atriz, e aquilo não fazia sentido para mim, mas eu estava muito feliz de concluir e de ter feito o curso. Sou bem feliz com isso, na real.

E uma das coisas boas que essa formação me trouxe, foi a oportunidade de desfilar na escola de samba Rosas de Ouro, na ala do samba cênico. Olha, foi uma das experiências mais SURREAIS da vida. É uma energia do cascalho e todos deviam experimentar pelo menos uma vez. Eu chorei a avenida toda. Começava a chorar antes de entrar, na verdade, quando começava a tocar o hino! ❤ E ao tocar o samba enredo, então… Morria. Particularmente, a letra me tocava muuito.

Carnaval II Carnaval

Daí veio a Quaresma e eu resolvi participar, ficando sem comer chocolate (quem me conhece sabe que isso representa MUITO) e também me comprometi a ir em todas as missas dominicais desses 40 dias. E assim o fiz. Mas por quê??? Muita gente me perguntou, inclusive minha mãe, bastante intrigada…hehehehe Nem religiosa eu era/sou! Oras, eu queria me desafiar, me testar, provar para mim mesma que eu conseguia, além disso, eu queria agradecer a Deus, porque apesar das coisas estarem BEM complicadas, elas poderiam estar BEM piores, não é mesmo??? (=

No final da Quaresma, lá estava eu indo passar o feriado de Páscoa com minha família, em Campo Grande – MS. E, olha, foi uma viagem extremamente significativa para mim: eu estava morrendo de saudade de todos, eu ia poder comer chocolate no domingo e como eu tinha decidido sair de casa, onde eu morava com meu “namorido”, era a hora de contar isso para minha mãe e irmã… =( Ou seja, foi uma viagem para recarregar as baterias e me encher de amor para encarar o que me esperava na volta. Foi difícil.

Eu sempre brinco que algumas pessoas têm amigos, mas eu tenho anjos da guarda. ❤ E eles trabalham em equipe, gente. Coisa linda de ver! Mesmo não tendo outra relação entre eles que não seja eu. hehehehe E foi assim que minha amiga linda, anja, a Mari, um presentão que São Paulo me deu, me recebeu na sua casa, por pouco mais de 20 dias, depois que eu saí da minha. Ela, o marido e a Filó.

Mari, Fabrício, Filó e eu

Conheci a Mari num transfer para um evento e garrei nela pra sempre. Essa é bombril e guerreira, hem?
Conheci a Mari num transfer para um evento e garrei nela pra sempre. Essa é bombril e guerreira, hem?

Lá funcionou como meu primeiro casulo, porque só quem já passou por uma separação sabe o tanto que isso é difícil e dói. Dói pra cacete. Porém, na minha cabeça eu buscava sempre trabalhar essa dor, buscava focar minhas energias no que eu estava sentindo de bom. Sim, porque sempre temos isso dentro da gente e vai crescer o que alimentarmos.

Toda vez que me batia o desespero, porque ele bate mesmo, e vááárias vezes (e mesmo hoje ainda bate um desconforto, só que bem menos e bem mais fácil de lidar), eu pensava no chocolate que eu não comi na Quaresma. “Você ficou 40 dias sem comer chocolate. 40 dias!! Não ligar para ele é fácil, vai, Bruna!”

Veja, eu não estou comparando ele a um simples chocolate, mesmo ele sendo tão gostoso quanto, hahahahaha, estou querendo dizer que isso é uma força que cresce dentro da gente e a usamos a nosso favor. Foram 40 dias de muita coisa. De um processo maluco. De amadurecimento. E eu consegui. Agora era só mais uma outra etapa. E eu conseguiria também. Então eu acalmava meu coração pensando em tudo de bom que a gente viveu, desejava sempre o melhor para a vida dele e mandava boas energias. E assim foi. Atravessei.

No meio desse sarapatel todo ainda tinha a questão deu estar desempregada, usando minhas economias e estar morando de favor na casa de uma amiga. De tudo, este último era o único “não-problema”, mas que precisava ser resolvido também, né. E eu procurava emprego. E eu procurava apartamento. E nada acontecia. Montar um apartamento novo para dividir com amigos, ou entrar em um, no fundo, era uma coisa que me afligia. Na verdade eu estava era sem estrutura (emocional e financeira).

E eis que minha amiga, marida, irmã, Deia me manda um whatsapp no início da madruga de uma terça-feira, com o site do Worldpackers, dizendo “Dá uma olhada, Brubru! Às vezes pode ser uma alternativa!” Fim. Revirei o site a noite toda e no final eu já tinha uma lista de três hostels para visitar.

Nossas primas nos uniram, o Skype proporcionou o encontro e o dia a dia o casamento. Minha marida pra sempre.
Nossas primas nos uniram, o Skype proporcionou o encontro e o dia a dia o casamento. Minha marida pra sempre.

Basicamente meu raciocínio foi:

  • já me hospedei em hostels e curti;
  • gosto do ambiente;
  • não vou pagar nada pra isso;
  • aprenderei mais coisas;
  • vou distrair minha cabeça;
  • poderei praticar e melhorar meu singelo inglês e espanhol;
  • vivenciarei uma coisa bem diferente e já que estou desempregada mesmo…!

Mandei mensagens para meus amigos, para ver o que eles achavam e 99,9% das respostas foram:

– Que legal!! Sua cara, Bru! Se joga!!

Pronto.

Na sexta-feira eu resolvi mudar, na mesma sexta-feira eu recebi uma mensagem de uma amiga jornalista que fiz nos tempos que trabalhei em uma importadora, me oferecendo um emprego home office!!! (Podia ser melhor???) E na segunda-feira seguinte, no dia 4 de maio, eu me mudava para o Ô de Casa Hostel, meu segundo e último casulo. ❤ ❤ ❤ E eu não poderia estar em um lugar melhor! O Ô é puro amor. Mesmo.

No meio de todos esses acontecimentos, teve o dia que voltei na minha ex-casa para pegar minhas coisas e, claro, doeu pra burro e, claro, mais uma vez minhas anjas estavam comigo. Dente elas, uma das heranças mais lindas que ganhei desse relacionamento: a Pequena.

Essa baixinha parruda workaholic é puro amor. <3
Essa baixinha parruda workaholic é puro amor. ❤

* ps. Basicamente, enquanto eu morei no hostel, dividi minhas coisas entre a casa de Pequena e de Mari. Mentira. Elas estão lá até hoje. hehehehe #MuitoAmorEnvoldido! E carinho. E cuidado. E tudo mais.

E os dias no Ô iam passando de uma maneira maluca, nem sei dizer se rápido ou devagar. As pessoas que eu ia conhecendo, as amizades que eu fui fazendo… Todos tão diferentemente parecidos!! Meu Deus do céuuu!!! E Só uma palavra ecoava na minha cabeça, uma palavra que veio a mim este ano por uma amiga do trabalho voluntário: SINCRONICIDADE. É isso. Vou tatuar na testa.

Ô de Casa VI

Ô de Casa I Ô de Casa II Ô de Casa III Ô de Casa IV Ô de Casa V

Só sorrisÔ! Só amÔ! ❤

Cheguei sem data para sair. Eu pensava que ficaria ali até me sentir bem o suficiente para dividir apartamento com alguém. Eu pensava que isso iria demorar muuuuito. Eu pensava que aquele ciclo não se encerraria nunca. E eu me enganei.

Foi incrível perceber os ciclos mudando, à medida que as despedidas e os encontros aconteciam. Foi mágico perceber que eu também estava mudando. E foi louco perceber que eu também queria me despedir dali. Mas eu fui vivendo. Todo dia eu vivi. E tudo foi ganhando corpo e amadurecendo. E então eu decidi começar uma viagem. Por que não? Eu trabalho do meu computador. Só preciso de internet! Sempre AMEI viajar. Então bora?

E foi assim. Saí de lá do AmÔ no dia 27 de julho e fui para Campo Grande ver aqueles que me são caríssimos. E mais uma vez foi uma viagem forte. Era a primeira vez que eu voltava depois de tudo… E eu voltava para depois seguir rumo a uma outra jornada maluca! E assim foi. E assim eu embarquei para Fortaleza no dia 14 de agosto. E aqui estou eu hoje. E estou MUITO feliz. E eu estou MUITO leve. ❤

Tão leve que até esse cajueiro aí me aguentou, lá na casa do José de Alencar. =D
Tão leve que até esse cajueiro aí me aguentou, lá na casa do José de Alencar, aqui em Fortaleza – CE. =D

GENTEEEE!! Para tudo!!

Teve mais uma coisa MALUCA nesse meio tempo: minha amiga Mari, a dona do primeiro casulo, me inscreveu para o Esquadrão da Moda e eu fui selecionada. hahahahaha A lorota para me abordar foi que eu estava participando de um processo seletivo para um novo programa de reportagem do SBT. Tsc, tsc, tsc. Tudo mentira!rs Era Esquadrão! Foi INCRÍVEL! Eu AMEI!!! Dá pra assistir pelo youtube: parte 1, parte 2 e parte 3.

Arlindo, Bela e eu II Arlindo, Bela e eu Eu! Rodrigo e eu II Vanessa e eu

GENTEEEE!!!! Para tudo!!

Mentira. Não tem mais nada.

Até a próxima. Beijo! 😉

* E eu fico SEMPRE com a pureza da resposta das crianças: Gonzaguinha – O Que É, o que É?

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