7° Dia – 16 de fevereiro de 2016

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Claro que uma hora essa coisa de dormir tarde, acordar cedo e saracotear o dia todo ia doer, né? Pois bem: fui dormir no 6° dia com muita dor de cabeça (e eu nunca tenho dor de cabeça). Que horas? 1h30 da manhã! Além disso, de madrugada (mais de madrugada, né), o gato pensou que seria uma ótima entrar no meu quarto e quase me matar do coração, pulando no meu pé. Vale dizer que, apesar de gostar de gatos hoje em dia (graças a Matilde de Jeri e aos vídeos fofos que as pessoas compartilham no Facebook), continuo tendo um certo medo deles e zero jeito para lidar. Não sei qual a brincadeira que eles gostam, não sei interpretar os sinais de perigo e por aí vai!

Acordei a beira do enfarte, vi o que era e tentei voltar a dormir. Não deu. Ele estava tentando brincar ou dormir, não entendi, em algum lugar entre minhas pernas e a parede. Eu pedi pra ele sair, mas, né? Ele não era obrigado a isso. Depois, ele pensou que o momento era ideal para brincar com minha mochila. Não sei bem, acredito que ela estava atacando ele, mas depois ele gostou de entrar na pobre. Tudo isso ali, na minha orelha. Levantei e falei “ok! Vamos ao banheiro!” Sim, porque ele me segue e adora ficar assistindo. Fiz o que tinha que fazer, corri na frente e fechei a porta. UFA! Consegui.

Quando o despertador tocou às 7h01, a dor de cabeça ainda estava lá e a impressão era que o gato tinha acabado de fazer o pampeiro dele. Deu vontade de chorar. Sério. “Quero dormir uma semanaaaaa!!” Aí fingi que não aconteceu nada e voltei a dormir. Abri os olhos de novo às 7h32 e comecei a saga da internet, já que na casa onde eu estava meu 3G oscilava mais que humor de mulher na TPM. “Saga da internet” porque tinha combinado às 8h com Mariana pra turistar e precisava falar com ela. Graças aos céus ela também estava de preguiça e marcamos de encontrar às 9h30, lá na frente do Museu da Inconfidência. O que eu fiz? Coloquei o despertador pras 9h e, antes de morrer na cama, como tinha aberto a porta do quarto, precisei tirar um certo felino dos meus pés. ❤ ❤ ❤

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Mariana e eu nos encontramos e a Anne ainda estava na área! \o/ Foi bom revê-la antes de dizer “te vejo em BH quinta!”. ❤ Tomamos café, comemos pão de queijo e seguimos nosso roteiro: Casa dos Contos, Museu da Inconfidência, Casa Guignard, PF da Dna. Alcenira, Igreja Nossa Senhora do Pilar, do Rosário, conhecemos minha salvadora Julia e o hotel mais chique da cidade, paramos para um café & sorvete, Igreja Nossa Senhora do Carmo, casa do Thomaz Antônio Gonzaga, Igreja São Francisco de Assis – a cheia de obras do Aleijadinho (primeira igreja que vi na vida sem aquele espaço pro Santíssimo, sabe? Parece que é porque turista não respeita o espaço pra oração e faz barulho…!), continuando – galeria de arte (me tornei adulta aqui, mas não posso contar o porquê ainda hehehe), Casa do Aleijadinho (acho que o lugar que mais amei de todos! A moça que recebe é incrível!! Conversamos sobre as revitalizações das igrejas, alguns probleminhas aí e ainda provamos uma cachaça bem boa!) e, por fim, a casa onde Marília viveu.

As igrejas são realmente lindíssimas, agradeci e fiz pedido pra chuchu! Sim, caso você não saiba, a cada igreja nova que você entra, você pode fazer um pedido. 😉

Foi louco aprender e ver como a sociedade era dividida antigamente: homens um nível acima e negros pra fora. Eles e os convertidos entravam, por exemplo, na Pilar, mas ficavam só no fundão. =( Ah! E eu não sabia desse lance das famílias ricas contribuírem para a construção da igreja e, com isso, ganharem o direito de serem enterradas lá… Na do Aleijadinho, por exemplo, no chão dá pra ver os números das covas das famílias. Muito bizarro tudo isso!

Dito “até BH!” para Mariana e recebido as orientações para pegar carona de volta apenas no dia seguinte, às 7h, fechei o dia no bar Barroco com Gabi, Nara e amigos, onde papeamos lindo sobre muitas coisas! =D

E o que eu mais gostei aqui foi saber mais sobre as polêmicas questões das tais “repúblicas federais” de Ouro Preto, as quais deveriam ser para aqueles que não têm condições de arcar com moradia. No entanto, são destinadas, na grande maioria, para aqueles que “batalham” (e elas nem quiseram entrar nos detalhes dessa “batalha”, pra eu não ficar desacreditada do mundo…), sendo que, geralmente, essas são pessoas de famílias “tradicionais”, fechando também todo um ciclo de “QI” para os empregos. Vale lembrar que muitas dessas repúblicas são mantidas aí por ex-alunos bem antigos, que hoje ocupam importantes cargos nas indústrias do Estado.

Como consequência, a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) tem altas taxas de evasão por dificuldades financeiras, muitos universitários em depressão e até mesmo suicídios. E esse cenário crítico não representa apenas o lado daqueles que estão “de fora” do esquema. Aparentemente, os jovens que “precisam” se esbaldar em festas, bebedeiras e etc, se sentem vazios e sem rumo… Enfim. Achei bem interessante essa problematização toda. Não me aprofundei no assunto, nem fiz levantamentos. Foi “apenas” uma dessas conversas despretensiosamente ricas que temos e que nos apresentam realidades desconhecidas.

Bom, fui dormir beemmmm tarde mais uma vez, 2h30 da manhã, mesmo sabendo que pularia cedo da cama no outro dia: às 6h! E ao organizar minhas coisas para deixar tudo pronto para minha ida pela manhã, só conseguia pensar que quero muito voltar para Ouro Preto. Gostei demais e, como se não bastasse, ficaram algumas coisas para trás, como a Igreja Santa Efigênia, a Escola de Minas, o Mosteiro, mais cachoeiras e a cidade de Mariana.

– Ouro Preto, amei a degustação! Obrigada por me receber bem e me apresentar pessoas incríveis! Espero voltar e, de preferência, na época dos festivais. Até mais! ❤ ❤ ❤

Resumão:

1 – Leu? R: Os livros não. Mas li poemas e milhares de informações nos pontos turísticos!hehehe

2 – Escreveu? R: O relato. 😉

3 – Fez atividade física? R: Ouro Preto, lembra?

4 – Meditou? R: Não. =(

5 – E os pensamentos? R: Mega ok! \o/

6 – Nível de procrastinação? R: Estava muito ocupada cumprindo o roteiro de pontos turísticos. 😉

Saldo: Dia culturalmente delícia e enriquecedor.

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A janela da casa do Thomaz dá de frente para a igreja do Aleijadinho =)

* Acordei cantando Besta é Tu – Novos Baianos. =D

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