A confiança vem do ninho

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Em Inhotim, a galeria Marilá Dardot me trouxe você ❤

Ainda com as emoções de Inhotim impregnadas em mim, não consigo pensar no meu dia 14 sem lembrar da parte na qual conversamos. É só isso que importa, sabe? Foi o que aconteceu de mais relevante. E é sobre isso que quero escrever.

Mãezinha, o relato deste dia vai para você, mesmo após você me dizer que não lerá mais meu blog. E me desculpa por postar e não apenas lhe mandar isto por e-mail ou mensagem… Não sei o porquê, mas penso que este texto faz mais sentido estando aqui.

Nós duas sabemos quão terrível eu fui quando era criança. Eu não conheço outra pessoa que tenha tomado tantos pescoções e castigos das duas avós! (= hehehe E depois de grande,  lembra quando eu me toquei que sempre tinha sido muito desobediente no ambiente familiar pura e simplesmente pra chamar sua atenção???  Também já conversamos sobre isso.

Fato é que sempre fui desesperadamente louca por você. Falar só um eu te amo aqui acho pouco. Muito pouco. E eu sempre senti a necessidade da sua aprovação pra tudo. Você sabe disso. Da mesma maneira que sempre procurei fazer “tudo direitinho”, para não lhe dar trabalho ou preocupação. De mais a mais, você e o pai sempre ensinaram a Ga e eu a “garantir o sim”. E eu nunca esqueço disso. Vocês foram os melhores pra nós e eu jamais os trocaria.

Você, em especial, é um baita exemplo pra mim de amor, resiliência, disciplina e força. Tanto que vendo você eu me sinto até tentada em ser mãe também. No entanto, tenho muito medo de não corresponder, já que seu nível é muito alto e dá medo não alcançar. Dá medo não ser pra minha cria tudo o que você é pra mim.

Mãe, eu sei que você está muito preocupada comigo, já que eu não estou fazendo o que você esperava e porque passei a buscar coisas que para você não fazem qualquer sentido. Sabe, nós sempre fomos muito diferentes e praticamente nunca tivemos grandes interesses em comum. E isso me tirava o sono! Afinal de contas, quando somos adolescente, temos muita dificuldade em lidar com a não aceitação, não sabemos como reagir quando não nos identificamos com alguém. Ainda mais quando esse alguém é a pessoa que mais amamos no universo.

Por enquanto, o que eu consegui entender é que até quando você não sabe o que está falando, até quando você está em dúvida, você me ensina.

Graças a todas essas dificuldades que estamos tendo agora, eu aprendi que eu cresci. Sim, eu sou adulta. Eu posso fazer minhas escolhas, viver da maneira na qual eu acredito e ser responsável por isso. Hoje, apesar de ainda estar me descobrindo como mulher, com todo o peso que essa palavra carrega pra mim, eu já me vejo adulta.

E eu não preciso ter medo de seguir “só porque” minha mãe não concorda. Saca?? Isso passou a dizer muito sobre a confiança que eu tenho em mim mesma, entende? No caminho que percorri sozinha até aqui e, mais importante, na confiança que eu tenho na pessoa que VOCÊ me ajudou a ser.

Por isso, mãezinha, obrigada. Obrigada por me dar as ferramentas que eu preciso para buscar as minhas verdades. E tenha certeza que você deu as melhores e eu sou só gratidão pela mãe que você é. Eu te amo no máximo do impossível.

E enquanto não der pra curtir comigo minhas descobertas e escolhas, por favor, só confie em mim.

—————–

Resumão:

 1 – Leu? R: Não.

2 – Escreveu? R: Sim.

3 – Fez atividade física? R: Sim! Levei Gohan pra passear, dei banho nele e de noite solei pão! Tá valendo, vai! =D

4 – Meditou? R: Não.

5 – E os pensamentos? R: Lindos! 😉 Após alguns dias aí meio angustiada com essas questões do texto, conversar com ELA foi libertador. Eu me sinto em paz.

6 – Nível de procrastinação? R: Moderado.

Saldo: Ótimo dia! A terça-feira ainda teve cineminha sucesso com Anne. Vimos A Garota Dinamarquesa – LINDíSSIMO! ❤ ❤

 

* Não faço a menor ideia do que acordei cantando neste dia. Mas pra não faltar música, saibam que o título deste texto é um verso da canção Amaramar, que faz todo o sentido aqui. ❤

 

 

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6 comentários

  1. Lindo filha! Que bom! Entendi, e o meu aprendizado nesta nossa relação foi: não importa que somos mãe e criamos nossos filhos da forma que pensamos ser a melhor, na medida que eles vão crescendo e formando sua personalidade percebemos que eles têm as suas vontades e desejos, que bom! Mas aí posso observar que os valores que passei estão todos lá! E isto é o que importa.
    A Ga me avisou do texto e que iria gostar, meu coração está em paz!
    Te amo muito! Bjos Mãe!

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  2. Brunaaaaaa… chorei litros ao ler seu relato!!! Tenho filhos adolescentes e seu o quão é difícil para eles e para mim também entender tantas coisas, tantas mudanças e tantas radicalizadas (acho que acabei de inventar uma palavra) da vida. Não tenho dúvidas ouvirei dos meus filhos um poucos de suas palavras e acrescentando: “Mãe, eu venci!” Não importa se por meus métodos de mãe ou pelos deles de filhos, mas o importante é buscarem a verdade deles. Bjos desculpa o relato, mas me empolguei entre as lágrimas…

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    • Flavinhaa!! Que bom que vc gostou!! Saiba que também chorei demais ao escrever este texto… E imagina minha felicidade com o comentário da minha mãe aqui!! ❤ ❤ ❤ Muito amor por tudo isso!! Obrigada por acompanhar e eu fico feliz que tenha lhe tocado de alguma maneira! Beijo grande!! =)

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