Sobre Inhotim e o exercício de voltar-se para si

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Na quarta-feira (24), levantei às 6h, arrumei tudo e parti pra a rodoviária, pois meu ônibus para Inhotim saía às 8h15. Como tinha ido dormir no mínimo umas 2h da matina (fui ao cinema com Anne, voltamos tarde, papeamos quilos… Aí já viu, né?hehehe), morri na viagem e acordei praticamente na porta do parque, perto das 9h50 da manhã.

Eu estava bem ansiosa com esse passeio, porque tinha aí uns anos que eu queria conhecer esse lugar e também, não vou negar, a ideia de fazer essa imersão sozinha estava me causando ainda mais expectativas.

Sim, porque por mais que eu passe boa parte dos meus dias só, eu estou sempre falando com muita gente. Porém lá eu ficaria o dia todo comigo mesma, sem sinal de celular (Claro!) e só falaria para pedir informação. Ou seja, eu e eu, lidando com minhas emoções o tempo todo e NAQUELE lugar surreal! E quer saber? Eu acredito que essa seja a melhor maneira de visitar Inhotim. Pelo menos na primeira vez. Você vai andando em silêncio, na sua e as sensações chegam… ÔÔôô, se chegam!

A Anne fez esse passeio quinta (18) e sábado (20) passado, e a Anna foi com a turma da faculdade também no sábado. Por isso, eu já cheguei no parque com meu mapa, cheio de sugestões e dicas, o que pra mim foi muito importante, porque Inhotim é gigante, tem coisa pra caramba e eu não conheço/entendo coisa alguma de arte. Sendo assim, elas me sugeriram aquilo que elas acreditaram que eu ia gostar. E acertaram, viu? ❤

MAPA
Olha o tamanho do parque!

Logo de cara fui me apaixonando pela natureza do lugar, o qual também é um Jardim Botânico, com mais de 4 mil espécies de plantas!! É a maior coleção em número de espécies entre os jardins botânicos brasileiros. Além disso, conforme está no site deles, a ênfase dos trabalhos é dada às espécies ameaçadas, à conservação de recursos genéticos e à disposição das espécies de forma paisagística. E a “introdução de espécies pouco conhecidas de forma paisagística é uma das estratégias utilizadas para divulgar e sensibilizar os visitantes sobre a importância da biodiversidade vegetal para a sobrevivência humana”. Bingo!

A primeira galeria que entrei foi a da Adriana Varejão (tirei aquela foto que tem uns passarinhos pintados em azulejos <3), e depois fui para a Cosmococa, onde eu só conseguia pensar nos meus professores de teatro: na Lilian, no Val e na Ligia. Gente, já pensou numa aula de expressão corporal e interpretação naquelas salas????? Que isso!!! Ali meu bicho escroto quis sair, viu??hahahaha (Eu sei que ainda preciso falar sobre o tetro!hehehe) Foi divertido… Comecei a pensar que os funcionários devem ser orientados a permitirem que as pessoas façam o que sentirem vontade, afinal de contas, é arte contemporânea e ela bate em cada um de maneira diferente, certo? Me deixa aqui no meu momento… Imagina a brisa louca que eles já não viram???

Lesa que sou, estando lá eu meio que esqueci que aquilo era um museu a céu aberto. (= E minha ficha começou a cair quando vi a obra do Giuseppe Penone, Elevazione. Fui chegando perto e pensei “WTF?!”, daí li a plaquinha, olhei de novo e deitei embaixo. Incrível!

Mas eu só entendi mesmo que aqueles “A’s” eram obras espalhadas quando já tonta e com a cabeça rodando, me deparei com Beam Drop Inhotim. Pera! Que isso?? Olhei o mapa e, finalmente, li: o b r a s. Mas as gurias não me sugeriram obra alguma…! Huummm… Danadinhas!

E aqueles ferros todos meio que me puxaram. E lá eu fiquei um bom tempo. E o choro veio como um soco.

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Quando consegui sair dali, fui atrás da galeria Marilá Dardot e foi mágico… Aquele espaço me trouxe minha mama e, olha, puro amor! ❤ A princípio não senti vontade de plantar, fiquei envolvida com as letras, pensando, escrevi “contagie-se”, escrevi “mãe” e quando eu percebi já estava plantando na letra M.

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Saindo desta galeria, olhava ao redor, todo espaço que eu estava e fazia o quê??? Chorava!hahahaa Não tô sabendo lidar com esse lugar! E foi esse pensamento que me acompanhou o dia todo.

Logo ao lado tem uma piscina, obra do Jorge Macchi. E, claro, entrei. Afinal de contas, não é todo dia que podemos nadar numa agenda telefônica.

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13h15??? Ai, caceta!!!

O ônibus voltava às 16h30 e eu ainda tinha coisa pra chuchu pra ver!

Bom, eu precisava ser mais objetiva.

Apesar de não sentir fome, eu sabia que precisava comer. Peguei um pedaço de pizza, um suco verde e bora!

Depois desta primeira parte, que pra mim foi como um “aquecimento”, sabe? As sensações não pararam. Vieram em avalanche. E foi tudo muito lindo e especial. A galeria Praça, a da Lygia Pape… Olha… Nem sei dizer!

Eu queria ter gravado um vídeo e eu queria ter tido tempo de escrever lá, sentada num gramado. Mas não deu. Foi tudo muito intenso. Algo que precisa ser repetido, aliás. Inhotim é um portal muito maluco e uma experiência mais que necessária.

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Mais fotos no Flickr e aqui um vídeo no Vandário, último lugar que fui e, talvez, meu preferido… ❤

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Resumão:

 1 – Leu? R: Só as plaquinhas sobre as obras.

2 – Escreveu? R: Não consegui. Fiquei realmente tonta com Inhotim.

3 – Fez atividade física? R: MUITO! Inhotim é o maior parque de arte contemporânea do mundo! São 140 hectares e subidas pra chuchu.

4 – Meditou? R: Sim!!! =D Com certeza! Meu Deus do céu!

5 – E os pensamentos? R: Deliciosamente girando, girando, girando by Inhotim. ❤

6 – Nível de procrastinação? R: Zero.

Saldo: Pode de novo???

 

* Abri os olhos e já veio “O império da Lei há de chegar no coração do Pará…!” =D

 

 

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