E a vida o que é? Diga lá, meu irmão!


Não. Não vou me desculpar, justificar ou me explicar pelo tempo em silêncio. Não preciso. O silêncio também tem algo a dizer. Ao menos disse para mim, quando me recolhi totalmente no início do ano, após a Bahia. Não foi um período fácil. Pior. Eu o negligenciei. Fingi que não estava acontecendo coisa alguma. Demorei a resolver e encarar a razão do meu fechamento. Doía, mas passou. O tempo, né? Já sabe. Ele resolve. Ele faz passar. E fez. Também ir por duas vezes no Centro de Meditação, na primeira estada fazer o Vipassana e, na segunda, para servir, ajudou demais. Já imaginou como seria ficar trancado com sua mente por 10 dias? E em silêncio? Sem qualquer distração ou fuga? O que poderia acontecer? Pois é. Só sei que no final de junho já me sentia melhor. Eu estava, finalmente, relaxada e de volta. Espera. Eu disse “já”? Sim, já. Tudo tem seu tempo, certo? E três meses foi o meu. O meu tempo. Veja… Olhando agora para esse número, de fato não me parece muito. Parece nada. Três? Pouco. Mas deixa pra lá, porque eu parei de contar o tempo. Não faz mais sentido pra mim isso. De primeiro de janeiro para hoje, 5 de novembro, nem sei quantos anos se passaram. E ainda nem acabou. Aliás, tá começando, não? Um novo ciclo eu tenho certeza.
Posso garantir que continua lindo, que aprendi mais um bocado de coisa sobre mim, tenho mais pistas ao meu respeito, sigo feliz e grata. Foram cinco meses de Rio de Janeiro, cidade que não escolhi conscientemente, mas que me puxou, puxou com força, porque tinha muito o que me mostrar. E mostrou. Tão generosa e resiliente que é, ainda me permitiu ir aquelas duas vezes para Miguel Pereira, no tal Centro de Meditação, para Paraty, para o sul do país (Curitiba e Joinville) e Búzios. Ah! Claro! E para fechar incrivelmente, ainda tiveram as Olimpíadas, as quais me remexeram por dentro, causaram uma série de questionamentos, inquietações e reflexões. Só que como as coisas nem sempre precisam ser “pão, pão, pedra, pedra”, a convite de um hóspede, fui ver o Bolt. E isso me proporcionou uma experiência única, a qual jamais pensei que viveria. Foi incrível, Rio! 

Mas acabou, porque acaba mesmo. Anicca! Espera. Não acaba. Se transforma. E de 5 de setembro até agora, opa! Acabei de notar a data… Dois meses redondos hoje… Aliás, vejam esse número na minha vida: 5 de maio de 2015 mudei para o Ô de Casa, 5 de abril deste ano mudei para o Terra Brasilis (hostel que morei e trabalhei no Rio <3), 5 de setembro fui embora… E hoje, que dia é? Bingo! Ah! Isso é uma grande bobagem, Bruna. Tá… Pode até ser. Mas de qualquer forma, notei que abril e setembro são meses importantes pra mim, viu? Ôôoh se são! Ok. Deixa pra lá. Foquemos…

Em dois meses: visitei minha família em Campo Grande ❤ e no interior de SP, onde de quebra revi amigas de escola e até casei uma delas (ah! Como é maravilhoso rever amigas de infância, né??? Faz um sentido danado! ❤ ). Depois, comemorei meu aniversário em São Paulo, reencontrei pessoas queridíssimas, partes de mim, cheguei em Recife, passei por Olinda, João Pessoa, onde minha família nordestina Durey me esperava de coração escancarado e, desde quinta-feira passada, cheguei no que parece ser minha nova parada dos próximos meses: Pipa.

* Se você não entendeu nada, se liga aqui na música que minha mãe me mandou hoje de manhã: https://www.youtube.com/watch?v=Vy7gt8_C8ks

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